Entrevista com Gabi Lima, engenheira de áudio e professora do curso especialista em Produção Técnica da On Stage Lab - ON STAGE LAB

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Entrevista com Gabi Lima, engenheira de áudio e professora do curso especialista em Produção Técnica da On Stage Lab

Conversamos com a Gabi Lima, também conhecida como 'Pessoa do Som', sobre sua carreira na música e as expectativas para a primeira edição do curso de Produção Técnica

 

Gabi Lima, ou como é conhecida em sua página do Facebook 'Pessoa do Som', estreia esse semestre como professora na On Stage Lab. Somando ao nosso conteúdo seus conhecimentos como artista e produtora especialista em aúdio. Atualmente, ela trabalha como engenheira de áudio em shows e estúdios em São Paulo, mas sua experiência vai além. Na bagagem, ela traz composição, arranjo, produção, gravação, performance, mixagem, masterização, rádio, PA, monitor e direção técnica. Formada em Publicidade e Propaganda na Universidade Católica de Pelotas, em Engenharia de Audio com Especialização em Live Sound no Musicians Institute de Los Angeles, CA, EUA.


Confira a íntegra da nossa entrevista: 

- Como foi o início da sua carreira na música?

Comecei tocando violão com as coleguinhas da quarta série em Pelotas e, mais adiante, com 14 anos, comecei a tocar com banda e adotei o baixo como instrumento principal. Sempre fui fã de música e em paralelo a compôr minhas próprias músicas achava uma forma de gravá-las. Até hoje sou apaixonada por gravações, componho, toco, produzo e gravo bandas, e trabalho com shows.

- Como se deu a consolidação desta carreira?

Após lançar o segundo disco todo composto, produzido, tocado, gravado e mixado por mim mesma, fui contratada para trabalhar em produtoras de áudio em Porto Alegre, onde também segui tocando. Minha paixão sempre foi o estúdio, e em 2013, para agregar ao meu conhecimento empírico, me mudei para Los Angeles para estudar engenharia de áudio. Amei tanto a função, que extendi o curso com uma especialização em Live Sound, que seria o equivalente a resolver todas as tretas de estúdio mas é como se o equipamento estivesse pegando fogo, a banda estivesse pegando fogo, e a platéia estivesse pegando fogo gritando pra você apagar o fogo. A adaptação pro Live me deixou mais ligeira e me fez pensar de forma prática e preventiva. Hoje, além de trabalhar como técnica de estúdio e produtora, também faço produção técnica de shows, trabalho como técnica de palco, de PA e de monitor.

- Qual o maior desafio de trabalhar com produção de áudio?

A comunicação e a objetividade são muito importantes. O maior desafio na minha experiência é conseguir levantar com o cliente todos os dados da produção com antecedência, para que seja feita uma pré-produção adequada a suprir todas necessidades técnicas, sem surpresas de última hora, sem adaptações.

- Tem algum trabalho que te marcou mais? Qual?

Sou voluntária há 5 anos com a Wild Honey Orchestra, que monta shows beneficientes com convidados em pról de crianças autistas, faço toda comunicação e levantamento técnico entre os músicos e os técnicos locais. São mais de 60 pessoas em cima do palco por 3 horas, alternando instrumentos entre canções, e se alguém vai entrar com violão ou guitarra, ou se o baterista é canhoto, ou se um dos cinco teclados precisa sair em mono ou stereo e tem diferença no volume dos patches e vai entrar só em uma música específica, eu reúno todos estes detalhes para garantir que o(a) artista vai entrar no palco e executar a música no seu instrumento como planejado. Tive a alegria de "plugar" muito gente que admiro nesse projeto, como por exemplo Micky Dolenz baterista dos Monkees, Al Jardine guitarrista dos Beach Boys e Pete Thomas e Davey Faragher da banda do Elvis Costello, The Imposters.

- Qual a sua visão sobre o mercado do entretenimento hoje em dia? Quais as possibilidades que ainda não foram exploradas?

O mercado está em constante adaptação e renovação, os modelos de apresentação e consumo vão sendo modificados através dos avanços tecnológicos. Por exemplo, o velho modelo da gravadora que pagava para a banda gravar um disco no periodo de um ano e investia na divulgação foi substituído pelo modelo Do It Yourself em que o(a) próprio(a) artista tem a possibilidade de gravar o disco com ferramentas mais acessíveis e disponibilizar imediatamente em plataformas digitais para o seu público. O que precisamos entender é que essa forma de produção e divulgação será mais efetiva se feita com planejamento e por pessoas qualificadas. Só porque você gravar um disco em casa e subir para uma plataforma no dia seguinte, isso não garante que vai ser bom nem que será consumido. O que vejo é que a forma de consumo e as ferramentas mudam, mas é sempre necessário pessoas com criatividade e conhecimento para operarem essas ferramentas, e também é importante construir um time de pessoas qualificadas e delegar tarefas. Em um mercado cada vez mais imediatista, pessoas preparadas e que oferecem soluções tem mais chance de prosperar.

- Sobre o curso, o que os alunos podem esperar desta edição?

Preparamos um curso que explica as necessidades técnicas do áudio para que um show seja realizado com sucesso, isso inclui todo levantamento de dados na pré-produção, como diferentes equipamentos são utilizados e qual a forma mais efetiva, vamos aprender a montar e dissecar um rider técnico onde todas as informações são reunidas, além de cronogramas, funções dos técnicos, montagem e um pouco de conhecimento teórico de áudio aplicado a shows. Ah e vão sair do curso sabendo enrolar cabo, também!

- A On Stage Lab completou cinco anos recentemente, como você vê o trabalho da escola e qual seu sentimento de fazer parte dessa história?

Fico feliz de fazer parte de uma escola que coloca tantas mulheres talentosas e trabalhadoras à frente da produção, e sempre que vou nos eventos fico feliz de ver os alunos que se preparam e já estão ingressando no mercado, com um conhecimento teórico aplicado diretamente à prática e à realidade da industria do entretenimento. Estudar é super importante, mas saber onde e como aplicar esse conhecimento é fundamental!

Curtiu? Ainda dá tempo de se inscrever para o curso que acontece neste fim de semana (25 e 26/01), em São Paulo. 

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